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Windows 2003 EOL (End Of Live) – Parte 1: Primeiros Passos e Usando o Simulador Microsoft

Em 14 de Julho de 2015, menos de um ano da data de hoje, o suporte ao Windows 2003 acaba e muitas empresas ainda não estão tomando os passos necessários.

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A Microsoft disponibilizou um site onde podemos baixar os datasheets e utilizar um assistente para gerar relatórios: http://www.microsoft.com/en-us/server-cloud/products/windows-server-2003/

Quais os Riscos e Problemas

  • Fim das Atualizações (Updates) – Apenas os sistemas operacionais Windows Server 2008 e superiores receberão atualizações
  • No Compliance – Operadoras de cartão de crédito e sistemas bancários internacionais (SOX, Basiléia, etc) não permitiram transações a partir desta versão
  • Segurança Afetada – Todos os novos métodos de invasão, falhas de protocolo ou problemas de SO não receberão correção, significando maior investimento em ferramentas adicionais ou inviabilização de métodos e aplicações
  • Alto Custo de Manutenção – Os novos servidores e hypervisors não irão mais fornecer drivers para o Windows 2003, impossibilitando refresh de hardware e atualização de versão do hypervisor/VM tools

Como Começar a Partir de Agora

O primeiro passo é realizar um Assessment no ambiente para descobrir todas as aplicações, para isso podemos utilizar o MAP (Microsoft Assessment and Planning) que gera relatórios muito bons para migração. Ele até mesmo gera os dados de compliance de hardware e indicações para virtualização.

Para utilizar o MAP foi criado um MVA no ano passado, o foco era migração de Windows XP, mas o funcionamento da ferramenta e geração de dados é similar: http://www.marcelosincic.com.br/blog/post/MVA-sobre-MAP-%28Microsoft-Assessment-Planning-and-Toolkit%29.aspx

O segundo passo é analisar compatibilidade das aplicações existentes, o que inclui a versão do web server e dos componentes de aplicações que estejam nestes servidores, versões de banco de dados, etc.

É aqui que está o grande risco, muitos dos profissionais de TI que converso e empresas estão focando em migrar AD, File Server e outros papeis do Windows, que a Microsoft preparou métodos fáceis de migração já que são Roles do sistema operacional. O problemas são as aplicações desenvolvidas internamente ou não.

Por exemplo, o SQL Server 2005 executado no Windows 2003 precisará ser migrado para SQL Server 2008 R2, aplicações escritas em .NET 1.x-2.x executando no IIS do Windows 2003 precisarão ser avaliadas muito criteriosamente, SharePoint 2003 e 2007 precisarão ser migrados para SharePoint 2010 ou 2013…

Estes exemplos deixam claro que o trabalho da migração vai muito além de apenas virtualizar!

Para isso existem muitos softwares que fazem o papel de analisador, como por exemplo, o Dell ChangeBase e o AppZero. O primeiro analisa todas as aplicações instaladas (similar ao Microsoft ACT) e testa automaticamente os métodos padrão e nativos de compatibilização. O segundo possui diversos métodos adicionais de compatibilização e faz um tracking de uma aplicação, gerando um pacote MSI, o que é extremamente útil em cenários onde não temos um instalador e não sabemos as dependências de uma aplicação.

O terceiro passo é analisar as opções, onde podemos avaliar um P2V (migração de máquina física para virtual) on-premisse, migração de sites ou banco de dados para o Microsoft Azure, criação de VMs em ambiente cloud com transferência de serviços e dados, etc.

Esta fase é onde precisamos criar planos bem definidos de migração para cada uma das aplicações e funções que hoje estão no Windows 2003. É a fase onde devemos nos concentrar em parada de serviços, seqüencia das operações, processos de migração, etc.

Conclusão

Deixar para depois a migração dos servidores é muito mais sério do que a migração de estações. Até hoje muitas empresas ainda possuem XP e sentem as dificuldades e custos de manter um sistema operacional sem suporte. Comece desde já a se preparar e será muito mais fácil.

Em um próximo artigo irei falar mais sobre o MAP e outras ferramentas para o Assessment.

Instalando e Utilizando o VMM Network Builder

Esta nova ferramenta criada pelo time de produtos do VMM (Anjay Ajodha e Matt McGlynn) disponibiliza um ambiente gráfico para criação de redes virtuais com o System Center Virtual Machine Manager 2012 R2.

Download: http://www.microsoft.com/en-us/download/details.aspx?id=43975

Instalação

Após fazer o download do instalador, que é muito simples de ser utilizado, será criado um arquivo zip no desktop que deverá ser importado pelo console do VMM:

SNAG-0000

Não é necessário fazer a extração do arquivo XML dentro do zip, basta ir no console do VMM em Settings –> Console Add-ins e importar o wizard indicando o zip criado pelo instalador:

 SNAG-0002

 SNAG-0005

Utilizando o VMM Network Builder

O passo seguinte é utilizar o Network Builder, e é muito simples, podendo ser feito no menu Fabric –> Networking ou pelo botão Build Network na barra de tarefas:

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Neste momento será possível ver a inicialização do wizard, onde ele irá procurar o servidor e validar os dados existentes para a criação de uma nova rede virtual:

SNAG-0007

A primeira configuração que o administrador precisa definir é se esta nova rede virtual deverá ter segregação de tráfego administrativo e de dados, o que normalmente não criamos a cada nova rede virtual. Mas se o seu design for para redes segregadas (NVGRE ou outra) valerá a pena criar a rede de gerenciamento especifica:

SNAG-0008

Observação: A rede criada será chamada de “Management Network”. Se renomeá-la após criada será necessário verificar as dependências com outros objetos.

Defina se os hosts terão placas de rede físicas (NIC) separadas para gerenciamento ou se serão também placas virtuais (vNIC):

SNAG-0009

O passo seguinte é definir o range de IPs que será utilizado para a rede de gerenciamento segregada:

SNAG-0010

Por fim, passamos a definir a rede de dados que as VMs irão receber ao utilizar esta rede virtual, primeiro definindo um nome para esta rede:

SNAG-0011

O próximo passo é a definição do nome da rede virtual, as VLANs (se houver) e o range IPv4 e/ou Ipv6:

SNAG-0012

Observação: O range de IPs de gerenciamento (Management Network) e de dados (Logical Network) não podem estar dentro do mesmo intervalo, no meu caso utilizei os valores apenas como exemplo (veja Dicas no final do artigo)

Verifique se o desenho ficou correto e se deseja que seja criado um script para ser executado nos hosts. Este passo do script é importante, pois o Network Builder não irá alterar os hosts para criar os vSwitches. Sendo assim, solicite que o script seja criado e execute-o nos hosts que utilizarão esta nova rede virtual que está sendo criada. Obviamente que você também poderá criar os vSwitches manualmente em cada host utilizado a interface gráfica:

 SNAG-0013

Dicas

  • Cuidado ao criar as redes lógicas, pois o VMM Network Builder não valida as informações, por exemplo se o range de IPs da rede de gerenciamento for o mesmo da rede de dados ele só acusará o erro na execução dos scripts de criação
  • Cuidado ao renomear objetos após a criação da rede pelo assistente, pois as dependências e o script para o host não irão funcionar, a menos que totalmente verificados e editados

Conclusão

Apesar de muito simples, o VMM Network Builder nos ajuda muito no gerenciamento de redes virtuais, evitando que administradores que estão se familiarizando com a ferramenta esqueçam de alguma configuração.

Configuration Manager Servicing Extension para SCCM 2012 SP1 e R2

O pacote de extensão de serviços do SCCM 2012 SP1 ou R2 é um recurso muito bom para administradores do SCCM se manterem atualizados em relação a este produto. Ele ainda está em beta, mas já é possivel ver suas vantagens.

Para quem quiser baixar, se inscreva no beta pelo Connect: https://connect.microsoft.com/ConfigurationManagervnext/Downloads

A instalação do produto é muito simples, após aceitar o contrato ele já fica disponivel no menu Administration –> Site Servicing do SCCM, onde podemos ver a versão do servidor atual, uma lista dos updates importantes que não estão instalados e o resumo dos blogs e updates disponiveis para servidor e cliente:

 Tela1

Abrindo as opções do menu Site Servicing a primeira opção à visualizar é Site Version onde está visivel o Cumulative Update instalado (CU), que em geral é uma informação importante que nem sempre sabemos encontrá-la, já que é necessário ver os updates instalados para saber o CU:

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Outra opção no menu Site Updates filtra quais os updates e cumulative updates disppniveis por versão do SCCM 2012, permitindo que o administrador faça o download a partir do link fornecido:

Tela2

O menu seguinte Client Targets permite ver os hostfixes e updates para os agentes/clientes do SCCM por versão, assim como o acima para os servidores SCCM:

Tela4

E por fim, o menu Blogs irá permitir ao administrador ver as mensagens postadas no blog do time de produto e do time de suporte, facilitando a atualização das noticiais e ultimas novidades do produto:

Tela5

Posted: jul 16 2014, 17:23 by msincic | Comentários (0) RSS comment feed |
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Microsoft Azure – Novo Portal

Para quem ainda não conheceu o novo portal do Windows Azure, pretendo neste post explicar um pouco suas vantagens e funcionalidades, que neste último release do Preview está com praticamente todas as features prontas.

Com certeza ao final você irá alterar o seu atalho de internet para o novo endereço https://portal.azure.com/ como eu fiz hoje!!!

Introdução

No último MVP Summit na Microsoft em Novembro de 2013 fomos apresentados ao novo modelo de interface que a Microsoft estava estudando. Por ocasião da reunião, eu e o Josué Vidal pudemos ver como iria ser as interfaces e opinar a respeito.

A intenção é criar interfaces modulares que avancem sem proibir que o usuário tenha acesso aos itens anteriores de menu. Para isso a cada função selecionada, ao invés da tela ser alterada abre-se a direita um painel com os dados solicitados permitindo que você retorne pela rolagem aos itens abertos, o que facilita muito a operação em tablets e telas de toque.

Utilizando e Customizando o Painel

Ao abrir o novo painel já é possivel ver como ele é interativo. Os blocos abaixo são todos customizaveis, permitindo “pinar” itens, alterar seu tamanho ou localização na tela, similar ao Menu Iniciar do Windows 8:

Portal1

Para incluir novos itens no painel (aplicações ou atalhos), basta utilizar o botão “Browse”:

 Portal2

Os itens selecionados são todos interativos e como visto no primeiro recorte de tela e na introdução, abertos em blocos a direita permitindo utilizar comandos com botão direito (pressionando com tela de toque):

 Portal3

Por fim, podemos customizar a posição do itens no painel principal, alterando seu tamanho ou localização:

 Portal4

Administrando Itens

Até a versão anterior do Preview não era possivel alterar, editar ou criar itens. Apenas era possivel visualizá-los e no caso de VMs nem isso.

Nesta versão já é possivel criar as VMs e editar suas propriedades, de forma muito simples. As imagens abaixo são a rolagem de tela para baixo das propriedades de uma VM:

VM1

VM2

 VM3

Por fim, até mesmo a alteração de tipo de uma VM traz dados muito importantes, diferente do primeiro portal do Azure que só trazia as caracteristicas de CPU e memória, trazendo agora todos os detalhes:

 VM4

Conclusão

Não deixe de utilizar o novo portal. Em algumas situações ele ainda irá solicitar que utilize o portal original, mas são em pouquissimas situações, como por exemplo, configurar o Gateway de rede VPN.

Posted: jul 14 2014, 21:02 by msincic | Comentários (4) RSS comment feed |
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Microsoft Azure (Iaas) Cost Estimator Tool

Ontem a Microsoft liberou uma ferramenta interessante para calculo de custos de migração das maquinas virtuais (a partir do VMM ou ESX) ou fisicas.

A instalação da ferramenta pode ser feita pelo link http://www.microsoft.com/en-us/download/details.aspx?id=43376

Na tela inicial escolhemos se o inventário será pelo VMM, ESX, direto no Hyper-V ou com os IPs de maquinas fisicas. Para cada um dos tipos de inventário ele pedirá os dados do gerenciador (VMM, Hyper-V ou vCenter) ou os IPs de maquinas fisicas.

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No meu exemplo utilizei maquinas fisicas e selecione pelo tipo (Windows/Linux), o IP, usuário e senha. Podemos incluir até 25 maquinas por ciclo:

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O passo seguinte é escolher a frequencia com que deseja que a ferramenta faça a pesquisa. Como no meu caso a maquina está ligada não preciso definir recorrencias.

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Na sequencia a ferramenta irá listar os recursos das maquinas que foram analisadas e indica os dados de inventário qeu são relevantes para a confecção do custo.

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Finalmente, temos o relatório com os custos estimados para cada Azure VM, podendo escolher qual a região e o perfil de hardware para cada VM escolhida, alem do perfil de preço:

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Essa ferramenta é muito útil para permitir que o cliente tenha ideia do investimento que será necessário na migração, utilizando dados reais!

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